(+258) 843927971 / 860831694 info@ammd.org.mz
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EUFEMIA AMELA REELEITA COMO PRESIDENTE DA AMMD

A Associação Moçambicana das Mulheres Portadoras de Deficiência (AMMD) realizou, nos dias 9 e 10 de dezembro, na cidade de Maputo, a sua assembleia geral, encontro no qual reelegeu Eufemia Amela para liderar a organização durante os próximos cinco anos e traçou novas metas para reforçar a defesa dos direitos das mulheres com deficiência no país. O evento marcou uma etapa de reorganização interna e renovação do compromisso pela inclusão e visibilidade deste grupo social, ainda confrontado com discriminação, exclusão e múltiplas barreiras.

Reeleita presidente, Eufemia Amela recordou que, embora a AMMD tenha sido criada há muitos anos, a organização viveu um período de estagnação até 2022, quando ganhou nova vitalidade e maior visibilidade pública. Segundo ela, os desafios permanecem enormes: desde a discriminação cotidiana, a falta de apoio institucional e as barreiras arquitetónicas, até às dificuldades de acesso à educação e às violações dos direitos sexuais e reprodutivos.

Para Eufemia, ainda persiste a ideia de que a mulher com deficiência não pode constituir família, nem viver plenamente a sua sexualidade — um estigma que a AMMD procura combater através de ações de sensibilização e diálogo com instituições públicas. A dirigente sublinha ainda que muitas mulheres com deficiência continuam isoladas em casa, e que a associação pretende acolhê-las num espaço de união, empoderamento e apoio mútuo.

A vice-presidente e membro fundadora, Sandra Manchatine, destaca que a assembleia geral foi decisiva para estruturar a AMMD, que durante anos funcionou sem uma direção formal. Com esta reorganização, a associação pretende criar um escritório próprio, reforçar o trabalho de sensibilização para chegar às mulheres mais excluídas e expandir a sua atuação para outras províncias do país.

Para Gláucia Fumo, também fundadora, os principais desafios passam por aumentar o número de membros e desconstruir a ideia de que deficiência é sinónimo de doença. Defende ainda a necessidade de mais formações e programas de alfabetização destinados às mulheres com deficiência, muitas das quais nunca tiveram oportunidade de estudar. Relatando ter vivido episódios de discriminação em transportes públicos, Gláucia considera essencial educar as mulheres para denunciarem violações dos seus direitos: “Temos os mesmos direitos que qualquer pessoa”, afirma.

Suzana Djedje, secretária fiscal da AMMD, reforça que a meta agora é fortalecer a visibilidade da associação e concretizar objetivos que, no passado, não foram possíveis devido à falta de estrutura.

Com a reeleição dos seus órgãos e a renovação do seu compromisso, a AMMD projeta os próximos anos como um período de maior organização, expansão e ação direcionada à promoção e proteção dos direitos das mulheres com deficiência em Moçambique

 

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